sexta-feira, 30 de março de 2012

Um pouco de Teoria...

"A Criança e o Número", de Constance Kamii

Beatriz Vichessi (bvichessi@abril.com.br)
A Criança e o número, Constance Kamii
Mesmo após 25 anos da publicação da primeira edição de A Criança e o Número (128 págs., Ed. Papirus, tel. 19/3272-4500, 30,90 reais), algumas questões levantadas pela autora, Constance Kamii, permanecem atuais e devem ser estudadas pelos educadores que trabalham com a Educação Infantil.

O livro aborda os processos envolvidos na construção do conceito de número pelas crianças e ajuda o professor a observar como elas pensam a fim de entender a lógica existente nos erros.
Com propriedade, Constance defende que, diferentemete do que algumas interpretações indicam, desenvolver e exercitar os aspectos lógicos do número com atividades pré-numéricas (seriação, classificação e correspondência termo a termo) é uma aplicação equivocada da pesquisa de Jean Piaget (1896-1980). Na realidade, o cientista suíço tinha preocupações epistemológicas e não didáticas. Sabe-se que as noções numéricas são desenvolvidas com base nos intercâmbios dos pequenos com o ambiente e, portanto, não dependem da autorização dos adultos para que ocorram. Ninguém espera chegar aos 6 anos para começar a perguntar sobre os números...

O texto enfatiza que uma criança ativa e curiosa não aprende Matemática memorizando, repetindo e exercitando, mas resolvendo situações-problema, enfrentando obstáculos cognitivos e utilizando os conhecimentos que sejam frutos de sua inserção familiar e social. Ao mesmo tempo, os avanços conquistados pela didática da Matemática nos permitem afi rmar que é com o uso do número, da análise e da refl exão sobre o sistema de numeração que os pequenos constroem conhecimentos a esse respeito.

Também merecem destaque algumas posturas que o professor deve levar em conta ao propor atividades numéricas, como encorajar as crianças a colocar objetos em relação, pensar sobre os números e interagir com seus colegas.

Priscila Monteiro, selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10

Trecho do livro
"Quando ensinamos número e aritmética como se nós, adultos, fôssemos a única fonte válida de retroalimentação, sem querer ensinamos também que a verdade só pode sair de nós. Então a criança aprende a ler no rosto do professor sinais de aprovação ou desaprovação. Tal instrução reforça a heteronomia da criança e resulta numa aprendizagem que se conforma com a autoridade do adulto. Não é dessa forma que as crianças desenvolverão o conhecimento do número, a autonomia, ou a confiança em sua habilidade matemática. (...) Embora a fonte defi nitiva de retroalimentação esteja dentro da criança, o desacordo com outras crianças pode estimulá-la a reexaminar suas próprias idéias. Quando a criança discute que 2 + 4 = 5, por exemplo, ela tem a oportunidade de pensar sobre a correção de seu próprio pensamento se quiser convencer a alguém mais. É por isso que a confrontação social entre colegas é indispensável (...)"

Por que ler
- Aborda de forma acessível alguns aspectos fundamentais do trabalho de Piaget publicados no livro A Gênese do Número na Criança.
- Apresenta informações fornecidas pela Psicologia genética e pelas pesquisas psicogenéticas sobre os processos de aprendizagem e as idéias que as crianças constroem.
- Elucida as implicações da teoria piagetiana na prática de sala de aula e como as diferentes formas de conhecimento estabelecidas por Piaget interagem na aprendizagem da Matemática.
- A autora foi aluna e colaboradora de Piaget e pioneira ao propor o ensino da Matemática com o aluno como sujeito do processo.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Aos meus Familiares e Amigos!!!

Que nesse final de ano possamos refletir sobre nossas AÇÕES em busca de um mundo melhor...



Desejo a todos um FELIZ NATAL e um ANO NOVO cheio de esperanças...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

INCENTIVANDO A LEITURA!!!

Aconteceu no dia 26 de novembro, na Escola Cônego Pedro Jacobs, a "V Feira do Livro - Pequenos Escritores, Grandes Histórias". 
Nesta Feira, esteve presente o autor Mario Amaral Teixeira, da obra "Livros em Ação".
                                               

Desenvolvi um trabalho sobre a obra, em que foi parabenizado pelo autor, na sua fala, durante a Feira.

Proposta do trabalho, junto a uma turma de 4º Ano do ensino fundamental:

Primeiramente apresentei o livro e contei a história, através do datashow.
Logo, exploramos bem o assunto da história, em que cada um falou sobre o que entendeu e aprendeu com o livro.
Depois propus a confecção dos livros "gigantes". Esses livros iriam caracterizar os alunos como personagens da história, e que estariam passeando pela Feira do Livro.

Hora do Conto: História "Livros em ação"



Personagens, Profª Analice e o autor Mario Amaral Teixeira
Livros: Carochinha, Lobato, Grim e Verne


Carochinha

Lobato, Verne e Grim





Lembranças aos visitantes




quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TRABALHANDO A CONSCIÊNCIA NEGRA.

PROPOSTA DE TRABALHO
Este trabalho foi desenvolvido numa turma de 4º Ano do Ensino Fundamental

No primeiro momento localizamos no Mapa Mundi os países do Brasil e da África.
Através de leitura informativa de livros, textos, poesias... conhecemos a cultura africana, suas influências na cultura afro-brasileira.
Construímos, então, um Dicionário "Cultura e História Afro-Brasileira".















Em outro momento, a partir da discussão sobre a situação dos negros, atualmente, em nossa sociedade pontuamos algumas questões relacionadas:
1. os negros sofrem bullying
2. Alguns negros são famosos
3. São discriminados
Logo foi proposto aos grupos que escolhessem um dos assuntos relacionados para criarem uma história. E posteriormente montarem um livro.
O livro terá lançamento na V Feira do Livro - "Pequenos Escritores, Grandes Histórias", que acontecerá dia 26/11/11 na Escola.

Autores: Luan; Milena; Gabriel S. Tainá e Diovana

Autores: João Pedro Ernest; Thaynara; Vitória; Gabriel B.; Vinícius e Bernardo

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Autores: Lucas; Matheus; Luana; Bianca; Angelo e João Gabriel

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

TRABALHANDO A CONSCIÊNCIA NEGRA.



sábado, 5 de novembro de 2011

CONSTRUINDO SABERES!!!


Hoje finalizei uma das etapas do III Curso de Formação em Educação Ambiental do Projeto Taramandahy, realizado em Capão da Canoa. 
Nestes três dias de formação foi muito bom, pois tivemos a oportunidade de construir saberes relevantes para nossa Vida no Planeta. Discutir e aprender sobre esse maravilhoso mundo construído para nós. Nos foi proposto a construção de um projeto relacionado ao Meio Ambiente.
Agora o desafio é desenvolver este projeto. Que com certeza irá contribuir muito para uma aprendizagem significativa dos nossos educandos.
O projeto: 

sábado, 15 de outubro de 2011

PARABÉNS PARA NÓS EDUCADORES...



A você Mestre
 que não tem poupado esforços e dedicação para ensinar e orientar com sabedoria...
Que Deus ilumine o seu caminho!!!
Felicidades a todos meus colegas!!!
Analice

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

TEATRO: "O rapto da fada do Mundo da Imaginação"!!!




As Bruxas Malvada e Maléfica resolveram aprontar. Sequestraram a
 Fada da Imaginação deixando os livros infantis sem seus personagens. 
Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve, Bela Adormecida, Príncipe 
Encantado e o Lobo Mau, agora a serviço do bem, têm a difícil tarefa 
de salvar a Fada e o Mundo da Imaginação. Será que as crianças 
ainda acreditam?

Ficha Técnica:
Texto adaptado: Patrícia Gonçalves e Claudete Brum
Cenário: Marcelo Poeta
Figurino: Patrícia Gonçalves
Produção áudio-visual: Andréia Alloy e Ariele Fontoura
Direção Geral: Escola Cônego Pedro Jacobs
Elenco:
Patrícia Gonçalves como Chapeuzinho Vermelho
Evanir Osório como Fada da Imaginação
Analice Munari Gomes como Bela Adormecida
Eliane da Silva como Branca de Neve
Claudete Brum como Lobo Mau
Ângela Fofonka como Bruxa Malvada
Raquel Curtinove como Bruxa Maléfica
Marcelo Poeta como Príncipe Encantado
Patrícia Freitas como Menininha




terça-feira, 11 de outubro de 2011

Uma homenagem aos nossos pequenos da Escola Cônego!!!

Professora Analice, Professora Clau, Professora Patricia, Professora Eliane, Professora Angela, Professor Marcelo, Diretora Patricia, Vice Diretora Fofa, Raquel  e Andrea.
Apresentaram um teatro "O rapto da fada do mundo da imaginação", para homenagear as crianças pela seu dia.





quinta-feira, 15 de setembro de 2011


História


A SAGA FARROUPILHA

Saga Farrapa marcou o Rio Grande
As comemorações da Revolução Farroupilha - o mais longo e um dos mais significativos movimentos de revoltas civis brasileiros, envolvendo em suas lutas os mais diversos segmentos sociais - relembra a Guerra dos Farrapos contra o Império, de 1835 a 1845. O Marco Inicial ocorreu no amanhecer de 20 de setembro de 1835. Naquele dia, liderando homens armados, Gomes Jardim e Onofre Pires entraram em Porto Alegre pela Ponte da Azenha.

A data e o fato ficaram registrados na história dos sul-ro-grandenses como o início da Revolução Farroupilha. Nesse movimento revolucionário, que teve duração de cerca de dez anos e mostrava como pano de fundo os ideais liberais, federalistas e republicanos, foi proclamada a República Rio-Grandense, instalando-se na cidade de Piratini a sua capital.

Acontecendo-se a Revolução Farroupilha, desde o século XVII o Rio Grande do Sul já sediava as disputas entre portugueses e espanhóis. Para as lideranças locais, o término dessas disputas mereciam, do governo central, o incentivo ao crescimento econômico do Sul, como ressarcimemto às gerações de famílias que lutaram e defenderam o país. Além de isso não ocorrer, o governo central passou a cobrar pesadas taxas sobre os produtos do RS. Charque, couros e erva-mate, por exemplo,passaram a ter cobrança de altos impostos. O charque gaúcho passou a ter elevadas, enquanto o governo dava incentivos para a importação do Uruguai e Argentina.

Já o sal, insumo básico para a preparação do charque, passou a ter taxa de importação considerada abusiva, agravando o quadro. Esses fatores, somados, geram a revolta da elite sul-riograndense, culminando em 20 de setembro de 1835, com Porto Alegre sendo invadida pelos rebeldes enquanto o presidente da província, Fernando Braga, fugia do Rio Grande.

As comemorações do Movimento Farroupilha, que até 1994 restringiam-se ao ponto facultativo nas repartições públicas estaduais e ao feriado municipal em algumas cidades do Interior, ganharam mais um incentivo a partir do ano 1995. Definida pela Constituição Estadual com a data magna do Estado, o dia 20 de setembro passou a ser feriado. O decreto estadual 36.180/95, amparado na lei federal 9.093/95, de autoria do deputado federal Jarbas Lima (PPB/RS), especifica que "a data magna fixada em lei pelos estados federados é feriado civil".

Fonte: www.semanafarroupilha.com.br

sábado, 30 de julho de 2011

Importância da Leitura...

LEITURA TEM QUE COMEÇAR ANTES DOS 10 ANOS
(Daniela Falcão, Folha de São Paulo)



     Você sabia que começar a ler antes dos 10 anos de idade contribui para o desenvolvimento do cérebro? Pesquisas científiccas revelam que a leitura é um caminho eficiente par o desenvolvimento cerebral:

     Crianças que nunca ouviram histórias ou que não desenvolveram o hábito de leitura até os 10 anos perdem a chance de enriquecer as áreas do cérebro ligadas à linguagem e ao controle das emoções.
     Embora parte da capacidade cerebral de uma criança já esteja determinada na hora em que ela nasce, o ambiente em que vive nos dez primeiros anos contribui decisivamente na formação e manutenção das conexões entre os neurônios. 
     Ou seja, embora a inteligência da criança seja parcialmente determinada ao nascer, as experiências a que é submetida nos primeiros anos indicarão quanto desse potencial será utilizado. 
"Quanto mais a criança for exposta à linguagem falada, escrita, lida ou cantada, maior será sua capacidade verbal e oral ao crescer. Pais que leem ou contam histórias aos filhos que ainda não sabem ler também influenciam positivamente a capacidade da criança de administrar as suas emoções". Diz o neurocirurgião Elson de Araújo Montagno doutor em Medicina pela Universidade de Berlim. 
     A formação das conexões entre os neurônios ocorre das primeiras semanas de gestação até os 10 anos, quando parte delas (as que não foram utilizadas) são eliminadas. 
     Para cada habilidade (raciocínio matemático, visão, linguagem etc.) há um período específico em que as ligações entre os neurônios se formam. Esse período é chamado de "janela da oportunidade".
A janela da linguagem dura do nascimento até os 10 anos. Crianças que só adquirem o hábito de ler após essa idade perdem a melhor oportunidade de maximizar o potencial cerebral com que nascem.
     "É um crime privar a criança da leitura entre 6 e 10 anos. Na verdade, antes mesmo de começarem a falar os pais devem ler ou contar estórias aos filhos", diz Montagno.
     O neurocirurgião recomenda que os pais transformem o hábito de ler em algo prazeroso. "Se a leitura passar a ser uma diversão na família, a criança terá muito mais facilidade em aprender a se concentrar quando estiver na escola". 
     Para que a leitura beneficie o desenvolvimento cerebral de uma criança ela deve se tornar um hábito. Mas não é preciso estipular um número mínimo de livros que a criança deve ler a cada ano. 
     "Cada criança tem seu próprio ritmo. O importante é que ela leia sempre, independentemente da quantidade de livros. Os que estão se alfabetizando gostam de ler a mesma estória várias vezes, até memorizar. Esse é um ótimo exercício, diz. 

Extraído do livro "Prática da Linguagem escrita e oral, Coleção Eu Gosto, de Célia Passos e Zeneide Silva, 5° ano, Companhia Editora Nacional.
O texto é de autoria de Daniela Falcão, extraído do jornal Folha de São Paulo)